domingo, 9 de março de 2014

Romances


 Agente está tão preocupado em encontrar um par, a metade da laranja, a tampa da panela, que esquecemos quão surpreendente pode ser está só. Os romances são uma linha tênue,com  intervalos de felicidades, são como a chuva em dia de muito calor, chega repentinamente, traz felicidade, aconchego, te deixa bobo, mas passa quase na mesma velocidade em que veio. Entre a vida em dois, aquela velha convivência, sempre tem o mais apaixonado, aquele com mais expectativa para viver um para sempre enquanto durar, e isso vai  se arruinando quando as linhas do desejo não são mais as mesmas, quando o que antes era improvável acontece de você não querer ver a pessoa nem pintada de ouro, e tudo fica tão claro, o sentimento, o carinho que  é dado, não é recebido com a mesma intensidade, as vontades não são as mesmas, o que era raro ficou comum, novos planos vão  sendo colocados em pauta e o nós dois não estavam neles, é chegada a hora de cada um ir para seu lado.  
O fim do pra sempre tem que ter o sofrimento drástico, a falta que traz a saudade que faz sofrer, o tempo que parece não passar, sem falar na dor que desatina sem doer, tudo parece ficar sem graça. Mas como um dia depois do outro, com um dia comum esse romance deixa de fazer falta, uma hora sempre deixa. Você percebe o quão antagônico você está vivendo a vida, amores vem e vão e isso não é o fim, a vida vai proporcionar histórias  longas e até mais interessantes, aproveitar o tempo só é bom pra conhecer a si mesmo. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

A meia prisão

Agente se acostuma a prender o riso frouxo, a se colocar em segunda opção, a ser ignorado quando precisa ser visto, a colocar em escanteio o que se deseja, a gente se acostuma a não olhar pra si. Aceita qualquer migalha de pão, como se fosse um mendigo de compreensão, agente troca sempre o sim pelo não. Agente vive uma vida de preses, esperando pela que se pedes, escondendo sentimentos, sonhando sonhos impossíveis para que se deus quiser se realizem.
Agente se acostuma a por a pulga na orelha " eu poderia", "eu deveria", agente se acostuma a tropeçar com as palavras, a achar tudo sem graça , agente se acostuma a ser sempre mal entendido ,a estar sempre satisfeito por que acha que fez o que pode e acaba por viver de meias verdades.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. _Marina Colasanti

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Dá o play

O Coldplay é uma banda britânica de rock alternativo fundada em 1996 na Inglaterra pelo vocalista principal Chris Martin e o guitarrista Jonny Buckland no University College London. Depois de formar o Pectoralz, Guy Berryman se juntou ao grupo como baixista e eles mudaram o nome para Starfish. Will Champion entrou para tocar bateria, como vocal de apoio e multi-instrumentista, completando assim, o grupo. O empresário Phil Harvey é muitas vezes considerado o quinto membro não oficial. A banda passou a se chamar "Coldplay" em 1998, antes de gravar e lançar três EP; Safety em 1998, "Brothers & Sisters" como um single em 1999 e The Blue Room no mesmo ano. 
Conseguiram fama mundial com o lançamento do single "Yellow" em 2000, seguido por seu álbum de estréia lançado no mesmo ano, Parachutes, que foi indicado para um Mercury Prize. O segundo álbum da banda, A Rush of Blood to the Head (2002) foi lançado com várias críticas positivas, vencendo vários prêmios, inluindo o de Álbum do Ano pela NME, e vem sendo considerado o melhor álbum do Coldplay. O seu álbum seguinte,X&Y foi inicialmente recebido com opiniões diversificadas da crítica após o seu lançamento em 2005. No entanto, o quarto álbum de estúdio da banda Viva la Vida or Death and All His Friends (2008), produzido por Brian Eno, foi recebido com comentários favoráveis da crítica e obteve várias indicações para prêmios, vencendo o Grammy. 


As minhas preferidas do Coldplay

                                                                Coldplay - Yellow



Coldplay - The Scientist



Coldplay -Charlie Brown


Coldplay -Viva la Vida


Coldplay - Fix You



Coldplay - In My Place



Mais do mesmo

È mais do mesmo, mais doses de irritação, mais doses de  impotência sobre o que de si sabe, mais doses de  mais doses de rotinas frustrantes,é acho que seja isso . Sinto saudades do que não me cabe, saudades de não temer,  saudades do que um dia pude chegar a ter, saudade da coragem, saudade da vontade, saudades do que um dia pensei, saudade de carinho, saudade de não me sentir sozinho, saudades de ter segurança, saudades de sentir saudade.
 A cada amanhecer, a cada entardecer, a cada anoitecer, tudo passa sem perceber, pessoas e seus sentimentos, como se sente  a cada momento.
tic tac da vida passa sem rompimento, fazer o que se tem vontade nem sempre é  uma bobagem, são tantos clichês do jeito de se levar a solidão em meio a multidão, que pensar em solidão chega a ganhar  uma certa exastão.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cinderelando "O grande talvez"


Ao ler um livro me deparei com essa expressão, e ela é uma daquelas expressões que resume o que você ta pensando ultimamente, tipo as músicas que te completam os pensamentos e que parecem te entender tão bem quanto você mesma. "O grande talvez", o que seria o grande talvez? enigmas,dúvidas,  insegurança... Imagino esse grande talvez, e posso chama-ló de vida,  vida essa que me deparo pensando e indagando "Quais são os talvez que ela trará, numa dada consequência de atos". Odeio imaginar como será o futuro, deve ser um jeito de não me auto-enganar,para evitar me decepcionar, acho que o talvez traz as infinitas possibilidades do que ele possa vir á ser. Longe de mim querer fugir das certezas, que afinal contas é o alvo do circulo que me envolverá.
Talvez eu seja ou não seja, eis uma questão. Talvez eu queira ou não queira. talvez eu deva ou não deva, talvez eu perca, talvez sentirei, talvez farei, talvez me importe, talvez levarei, talvez gostarei,talvez concorde, talvez ame, talvez engane, talvez se espante, talvez realizarei, talvez verei, ou talvez apenas morrerei. Se inicia um circulo vicioso de um grande talvez, são tantas incógnitas a serem desvendadas! Mas pra ser sincera é bom te-lás por um lado, se tivéssemos tanta certeza que seja, cadê a leveza e a sutileza, de uma pequena surpresa.  
Porém é preciso está preparada para grande parte delas, que te laçam e te prendem em um labirinto de sofrimentos, tal como a morte, que é o maior talvez do meu grande talvez, que traz a dor que desatina sem doer, que assombra até os mais fortes e cheios de sí, que vem e vai sem olhar para traz, que leva sem saber para onde vai.
Vamos ter lá mais clareza, de que tudo que começa termina, de que tudo que se constrói  se desconstrói, de que tudo que nasce um dia morrerá, talvez isso evitará que eu me perca nesse labirinto que poderá me prender. Concluo que somos um grande talvez , dentro de outros talvez, que acaba em um talvez maior ainda, mas é a vida, ela tem que ser vivida, vamos rir para não chorar,  porque eu sei que um dia esse talvez virá. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Cinderelando "Ilha"

foto: [encontrada no tumblr]

Em meio a tantas voltas de caminhos desguardados,
em meio a tantas risadas de pessoas descuidadas, 
em meio á todas as fotos de dias angelicais,
em meio a tantas lembranças de carinhos sem iguais,
não me leve a mal, mas eu não estou legal, preciso está sozinha.
Assuntos e canais, avisos e astrais ,
saudade que não sai, vontade que não vai, 
sandálias e cartas , palavras que não saem,
fotos ou retratos, sentidos que mais parecem fatos,
cruzes que se cruzam, verdades ou mentiras, o que é e o que não é, 
milhões de ideias num fluxo de um pensamento. 
Borboletas e metais, artigos não banais, estilos paradoxais, responsabilidades que são demais,
transformar rancor em amor, ter sintonia, não trazer desarmonia. 
naquele escuro da noite agora é só você na luta contra a inconsciência em meio a consciência em busca do auto-conhecimento.
Afinal nesta trilha todo mundo é uma ilha, á milhas e em milhas distante de qualquer lugar. 
Velejando nesse mar com 7 milhões de habitantes,vivendo nesse mundo gigante, matando um leão por dia, procurando a harmonia, para um dia o fim chegar, 
Mas enquanto isso, vives..
Um pouco triste, ora contente, ora descontente, 
ou mesmo em um contentamento descontente, 
em dores que desatinam sem doer, afinal isso é viver,
Porém, ficará como veio para cá, se igualando a uma ilha,
cercado de uma multidão mas quieto nessa sua solidão.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Falta mais...

De dez em dez, diminui essa distância, entre o som que sai da sua boca e o que você faz, vai toma isso como forma  de meditação e muda o fato do momento, transforma a sua fala na sua prática.   
Em todos os sentidos precisamos demasiadamente de " mais do que palavras". O que seria das idealizações sem os acontecimentos, das teorias sem as praticas.
Do que adianta palavras se as atitudes não convém , falta atitude, falta uma realização dos atos, das palavras que  saem da boca, falta você provando que isso é real .